Postado em 17 de abril de 2017
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Vocês sabiam que as emoções negativas podem nos prejudicar não só mentalmente, mas também fisicamente?
Segundo estudos feitos pelo Instituto de Medicina para o Corpo-Mente da Universidade Harvard o estímulo de determinadas emoções pode inundar as células de hormônios e neurotransmissores que permitem relaxar diante de situações estressantes. Cada mudança de humor é acompanhada por uma cachoeira de “moléculas de emoção” – hormônios e neurotransmissores – que flui através do corpo, afetando todas as células. Cada célula humana contém cerca de 1 milhão de receptores para receber essas substâncias bioquímicas. Assim, quando estamos tristes, nosso fígado está triste, nossa pele está triste.
A secreção excessiva do “hormônio do estresse”, o cortisol, também afeta a nossa cognição. O cortisol é o responsável pelos famosos “brancos” em provas e testes decisivos. Pesquisas na Universidade de Michigan demonstraram que o declínio da memória entre jovens de 30 a 40 anos hoje em dia é o mesmo dos idosos de 70 a 80 anos.
Assim como as emoções negativas são acompanhadas por uma sopa bioquímica tóxica, as positivas mobilizam um prazeroso coquetel de hormônios e neurotransmissores benéficos para a saúde. Estudos demonstram que um dos mais importantes fatores na saúde e longevidade não é exercício, alimentação ou estilo de vida, mas nossa resposta à pergunta: “Você tem alguém na sua vida que realmente o ame? E quem você realmente ame?” Aqueles que respondem “não” têm risco até cinco vezes maior de morte prematura que os que respondem “sim”. A mensagem dessas pesquisas: o amor realmente conta.
A ocitocina é uma moléculas de emoção relacionada ao amor e à afeição. Ela tem poderosos efeitos antiestresse: reduz o nível de cortisol e a pressão arterial. Como diz o Dalai Lama, “compaixão e amor não são supérfluos. São fundamentais para a sobrevivência da nossa espécie”.


É claro que nem sempre é tão simples. Muitas vezes são necessárias técnicas especializadas que devem ser realizadas por um terapeuta capacitado.
Pessoas com distúrbios emocionais não são ‘loucas’, não é ‘falta de deus’, não é ‘falta do que fazer’, elas não estão sendo fracas nem ‘se fazendo de vítima’. Pessoas muito estressadas, irritadas, com choro fácil, que vivem desanimadas e desmotivadas, que se cortam ou auto-mutilam de alguma forma, por exemplo, estão em sofrimento mental e não precisam ser julgadas, precisam ser ajudadas!
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Fonte: http://super.abril.com.br/ciencia/emocao-em-moleculas

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