Postado em 17 de janeiro de 2019
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A Micrografia é uma condição que acompanha muitos parkinsonianos e compromete a comunicação de forma escrita. Alguns pacientes descobrem que têm alguma alteração motora quando cheques começam a voltar.

A micrografia se caracteriza por uma diminuição gradual na amplitude das letras, conforme o indivíduo escreve, decorrente da bradicinesia. A frase começa em tamanho normal/ideal e, conforme o paciente escreve, as letram diminuem. Essa condição pode vir acompanhada de alteração na pressão da caneta do papel e de ruídos secundários do tremor. Normalmente a micrografia é bem visível, fácil de identificar, mas para ter certeza se o sintoma está presente basta medir a altura da primeira e da última letra da frase.

Escrever é um ato motor. Na Doença de Parkinson atos motores são comprometidos pela lesão dos neurônios dopaminérgicos nos núcleos da base, assim como ocorre em outros movimentos do parkinsoniano, como caminhar ou cortar alimentos, que também perdem amplitude. O sujeito planeja desenvolver os movimentos numa amplitude ideal, mas na hora da execução eles acontecem de forma diminuída. Para melhorar e restabelecer essa função é preciso treinar e realizar exercícios que desenvolvam os componentes de movimento envolvidos no ato de escrever.

A Terapia Ocupacional auxilia parkinsonianos a melhorar o padrão da escrita de 3 formas: exercícios cinesioterápicos para mãos, punhos e dedos, treino da habilidade com dicas de aprendizagem, adaptação da caneta ou uso de gabarito, confeccionado sob medida para cada parkinsoniano. A imagem abaixo é de um paciente que eu acompanho no consultório. Com treinamento e dedicação foi possível recuperar o padrão de letra e voltar a escrever e estudar italiano, uma das atividades que ele mais gosta.

A Terapia Ocupacional tem muito a contribuir para a funcionalidade e autonomia dos parkinsonianos. Entre em contato para dúvidas e agendamentos.

Dra Andressa Chodur
Crefito 8956
www.andressachodur.com.br
(41) 996139110

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